Posts Tagged ‘Comportamento’

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Curtas II

maio 15, 2010

Certa vez, um tal Bonito Brasil** me disse que não era possível eu ter tanta coisa pra contar só de ir e voltar pra escola num ônibus. O que me difere dele e de outras pessoas, é a maneira como enxergo a vida.

Voo Cancelado

Saio da filial sob forte chuva. Pensamento positivo a caminho do aeroporto.

Horas passam. Vou dar uma volta, sou abordada e acabo entregando meu cartão de créditos a uma assinatura de revista. É. Eu estava precisando.

Horas passam.

Hora do embarque.

Voo cancelado. Chamaram meu nome e eu não escutei! Droga! Sempre quis ter meu nome sendo chamado pela voz desconhecida do aeroporto…

Ia pra Congonhas, fui parar em Guarulhos. Lá peguei um ônibus, ia pro hotel, mas parei em Congonhas. Antes de parar, sofri. Sofri com a música chata que não acabava nunca. Sofri com a falta de espaço. Sofri também ao perceber que no engarrafamento, o motorista lia “Tam nas Nuvens” e falava ao rádio e ainda assim dirigia.

Desci. Como vingança, não agradeci ou desejei boa noite.

Abinoama e Mônica

Já no Táxi, com cara de poucos amigos e lendo a revista (brinde por fazer a assinatura), não sei como respondi a conversa do taxista gordão. Pelo meu sotaque, percebeu que era carioca e falou de Parati. Dez anos pelos mares e agora no estresse de São Paulo. Falava do encantamento de Parati, mas se disse cansado de tanta tranquilidade. E quando falava, lembrou do francês louco de amor que saiu da França em seu veleiro de 22 mil pés (hã?) atrás da paratiense, que esteve em terras francesas tempos antes e que ele não conseguiu esquecer. Ele aportou no mar de Parati, tornou-se mecânico de veleiros. Abinoana e Mônica estão casados e ainda hoje vivem a vida e um amor por aquelas bandas.

Ah, agora entendi toda a mudança no meu roteiro: precisava conhecer essa história!

O taxista gordão gente boa, Abinoama e Mônica melhoraram meu humor. Fiz o check-in, já passava da meia noite, fiz uma sopa em pó com água quente na conveniência do hotel, consegui dividir a mesa e um bate-papo com um Curitibano baladeiro, e corri pra um banho quente. Dormi pensando no francês maluco.

Gastando o Inglês

Fui parar no Rhinology, horas em pé, milhares de otorrinolaringologistas e Neurocirurgiões perguntando por cureta de hipófise (hã?). Cansei de chamar especialistas pra resolverem o caso. Me sentindo a “modelete” (arrumadinha no estande e sem saber nada). Ainda bem que existe o rack de vídeo, mas aí perguntaram preço e lá vou eu catar especialista. No fim das contas, descobri que meu ouvido até que entende inglês e o pouco que a minha boca diz é compreensível. Mas, cansa! E amém, fui parar no aeroporto. Dessa vez de Congonhas.

O fio de Ariadne

Tentei adiantar minha volta ao Rio. Não deu. Algumas horas pela frente e fui até a LaSelva, onde muitos títulos se agarravam em minhas mãos. Muitos Best Sellers, aí sempre penso: fica indo atrás dos que os outros já leram e pode deixar pra trás histórias interessantes por ir pela cabeça alheia. Até que encontrei um fininho, Luis Fernando Verissimo, capa simples, porém laminada: Os Espiões.  Fui fisgada pelo envelope branco, letra trêmula e florzinha no lugar do pingo no “i” da sinopse. O mesmo que fisgou o protagonista. E fui junto com Verissimo e ao fio de Ariadne a uma curiosa cidade chamada Frondosa.

Toc toc no assoalho

Sou muito curiosa, adoro pessoas e suas muitas historias. Por isso procurei um lugar mais afastado e sem vizinhos ao lado para que eu pudesse me concentrar nos Espiões.

Começam os “toc toc” dos sapatos no chão a minha frente, e minha cabeça sai de Frondosa e vai seguindo os passos. Estão com pressa? Estão a trabalho? Alguém os espera? É um senhor e ele usa uma bolsa de viagem com temas femininos. É dele ou está sendo cavalheiro? Usa um brinco. É dele. Preconceituosa, penso. Volto ao livro.

Rio com Os Espiões. Surdo aos passos. Chegam vizinhos. Vozes desconhecidas do aeroporto anunciam voos. Vão-se os vizinhos.

Um toc toc mais seco, chega ao meu lado. Carrega um treco branco na mão. As mãos tem veias e sobra de pele. São mais velhas. Virginossasenhora! É um coroa e ele está lendo no tal do tablet. Não existem páginas ou saliva na ponta dos dedos, as letras simplesmente sobem como no final do jornal nacional. E aí percebo que velhas estão as minhas mãos ao tocar o marcador de página.

A espera

Saudade de casa, dos sobrinhos e do meu amor. Cansada. Um aperto no coração de quem quer estar logo em casa. Mesmo tendo ouvido a voz desconhecida do aeroporto dizendo que a aeronave já estava em solo. É que sempre dá merda. Oh dó gente!

Já em meu assento, ainda com Os Espiões, e o aviso de desligar aparelhos telefônicos, uma voz preocupada atrás de mim, me chamou a atenção. Era uma mãe que seguia com instruções medicamentosas e que depois pedia pra escutar a voz da filha ao telefone. Ao iniciar a comunicação: Oi filha! (Voz apaixonada). Foi interrompida por suas próprias palavras que diziam: Quer falar com o papai? Fala com a mamãe primeiro. (Voz de putaquepariu garota!) Oh dó gente!

Lembrei que não comprei o presente da minha mãe pelo domingo passado. E penso numa centrifuga de sucos. Lembro-me do Felipe na Loja Americanas dizendo: “sacanagem dar um faqueiro pra mãe”. Mas, ai eu penso que roupa e coisas de uso pessoal sempre ficam guardados no armário esperando a oportunidade certa. Hum… o livro do padre Fabio de Melo. Só de pensar naquela cara cheia de pó compacto com fundo branco e música de elevador pra vender cd já me dá raiva. “Mãe que que você quer ganhar?” Nada filha! Então tá, foi ela quem disse. Vou dar a centrifuga! Oh dó gente!

Desce o monitorzinho, é um comercial da própria Tam com a Ivete falando sobre ser mãe. O texto é lindo e ela se emociona ao dizer que o amor de mãe é um amor que não espera nada em troca. Ela diz: “Não precisa me agradecer. Não precisa por as mãos em meu rosto. Não precisa sorrir pra mim. A minha sorte é que ele (o filho) sorri pra mim.”

Mãe, então tá bom a centrifuga? E aí mãe de trás “tomô”? Entendeu?!

Tripulação, voo autorizado.

* O texto inicia em Florianópolis, onde estive acompanhando as gravações do vídeo institucional da empresa em que trabalho.

** Se cunhado não é parente, ex-cunhado é o que?

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Os caras que se acham a “última coca-cola do deserto” / E as mulheres capacho que os fazem acreditar nisso

abril 2, 2009

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Segundo o Aurélio:

Homem: Substantivo masculino.  1.Qualquer indivíduo de uma espécie animal de mamíferos bípedes, simiiformes, mas com grande desenvolvimento cerebral, capacidade de fala e raciocínio; 2. A espécie humana; a humanidade. 3. Ser humano do sexo masculino; varão (hahahaha às vezes não!) . 4. O homem (3) sexualmente maduro, ou na idade adulta.

 

Deserto: Adjetivo. 1.Desabitado, despovoado. Substantivo masculino. 2.Fitogeogr. Região que recebe anualmente precipitação de água inferior a 250mm, ou, então, em que esta precipitação é maior, porém distribuída de forma heterogênea, do que resultam pobreza de vegetação e fraca densidade populacional.

 

Mulher: Substantivo feminino. 1.Ser humano do sexo feminino. 2.Restr. Mulher (1), após a puberdade.  3.Esposa (Como é que é Aurélio?!)

 Capacho: Substantivo masculino. (Tinha que ser, né?!) 1.Tapete de grossas fibras ásperas, posto às portas, para limpeza da sola do calçado. 2.Fig. Indivíduo servil; pelego.

 

 Segundo meu paladar e vício:

 Coca-cola: Líquido de cor escura, cheia de gás, estupidamente gelada, refrescante pra “carai” e que ao ingerir em longos goles, desperta em seu corpo verdadeiras erupções  extravasadas em momentos de puro êxtase simbolizados por sons parecidos com “burp” (quando educado) e “Ahhhh”.

 

 Ou seja, o “homem última coca-cola do deserto” é o cara que se acha literalmente tão indispensável quanto a última coca-cola do deserto! Dã!

E a mulher capacho é a que se permite ser pisada pelo exemplo acima, virando degrau para a auto-afirmação do mesmo.

 Para não encher o saco, substituirei ao longo do texto as expressões “homem última coca-cola do deserto” por “idiota” e “Mulher Capacho” por “MC”.

 

 Como identificar estes tipos*?

 Quanto maior for a sua rede de relacionamentos, maior será o número de vezes que ouvirá falar destes meliantes. Não precisa ficar atento. Para encontrá-los, basta identificar MC’s que possuam como características: baixa auto-estima, falta de amor próprio, excesso de carência ou que simplesmente depositem no “parceiro” a única maneira de ser feliz. E pode ter certeza que por trás de um “homem última coca-cola do deserto”, sempre haverá uma, ou mais mulheres capazes de fazê-lo acreditar nisto.

 

 A MC faz tão bem o seu papel, que o idiota realmente acredita que ele pode fazer qualquer coisa (eu disse qualquer coisa) que continuará sendo insubstituível, inesquecível, idolatrado e nunca, jamais abandonado.

 

 

O Idiota tipo 1: Adooooora  chamar atenção. Como não possui atributos suficientes para tal feito, puxa o capacho para auxiliá-lo, somente conseguindo aparecer quando diminui a MC. E para atingir seus objetivos usa e abusa (aliás, ele adora usar e abusar de qualquer coisa) de termos como “burra”, “lerda”,“ridícula”,“songamonga”… Quando pode (quando tem platéia), arrisca comparações do tipo “Fulano é quem é feliz com a mulher que tem” ou ainda menospreza qualquer tipo de conquista realizada pela MC “tá toda se achando com esse seu empreguinho”, “Só não te largo porque tenho pena”. Estes comentários detonam qualquer restinho de auto-estima que a MC ainda possa ter e por isso, ela se torna cada vez mais dependente do idiota.

 

 O idiota tipo 2: Adooooora demonstrar para “sua MC” o quanto é desejado por outras mulheres. Para isso ele se torna muito simpático, muito engraçado, muito prestativo, muito disponível, alguém realmente gente boa! O problema é que ele só foi assim com a MC na fase da conquista e hoje continua sendo assim somente com as outras! Eu disse gente boa? Tá explicado! Todo mundo sabe que ao falar em “cara gente boa” estamos mesmo falando de um “cara fraco de aparência”, feio mesmo, e como o exemplo aqui é o Idiota 2 provavelmente namora uma MC linda! Ele é feio, inseguro e sabe que a MC é areia demais pro seu caminhãozinho de plástico, e então transfere toda a sua insegurança pra ela.

 

 O idiota tipo 3: Adooooora se fazer de bom moço. Só se faz. Tudo que consegue da MC é pedindo com jeitinho, fazendo “carinha de cachorro que caiu da mudança” e costuma usar apelidinhos no diminutivo. Aliás, tudo nele é “inho”. E a MC vai acreditando que este “lobo em pele de cordeiro” é mesmo o melhor “homem última coca-cola do deserto” do mundo de todos os desertos, e nem percebe o quanto se anulou ao longo da relação. Deixou de fazer o curso que queria porque ele a acha franzina demais pra agüentar a viagem e o cansaço que o curso iria lhe causar, e além do mais, ela não precisa do curso, o idiota tipo 3 estuda, trabalha e se dedica para sempre dar a “sua” MC uma vida de rainha. Deixou de ser loira, porque as loiras são sempre mal-vistas, e a cor, segundo o idiota não combina com sua personalidade de mulher pura. No meio da relação a MC já foi toda reprogramada e já não sabe mais quem é ou do que gosta, só tem certeza que seu “idiotinha tipo 3” é mesmo o genro que toda mãe gostaria de ter.

 

 O idiota tipo 4: Adooooora pegar geral mas, não larga o osso da MC. Este é o tipo mais complexo dos idiotas. Se alguém souber por que ele insiste na relação falida, por favor, poste um comentário. Acho que este tipo se mistura com os demais. Assim como os outros, ele também precisa se sentir importante, e como nem sempre as outras que ele pega se submetem ao título de MC, ele precisa do seu porto seguro para que o mastro da bandeira “eu sou um homem última coca-cola do deserto” seja fincado. Todos as pessoas do convívio do “casal” sabem que o idiota não respeita a MC, mas ele não faz a mínima questão de esconder isso. Se julga e esperto subestima a inteligência da MC desmentido todas as histórias que a pobre fica sabendo, aí ele age como o idiota tipo 3 e diz que as pessoas têm inveja da relação deles e que ele precisa dela (só esquece de mencionar pra que).

 

 O idiota tipo 5: Adooooora ficar com os amigos. Gosta tanto, e faz com tanto prazer que até esquece que tem uma MC esperando por ele. Dá até pra desconfiar da opção sexual deste idiota, mas não acredito que homossexuais sensíveis do jeito que são, fariam uma coisa dessas. A MC até tenta lembrá-lo que ela existe e liga insistentemente até que a bateria do celular descarregue e o idiota não possa identificar as chamadas. Bem, pelo menos é isso o que ele diz quando encontra uma MC aos prantos ligando pra tudo quanto é hospital, delegacia e casa de parentes.

 

 

 * Os tipos aqui enumerados não possuem relação grau de idiotice com a ordem numérica a qual foram listados. A autora tem consciência de que ainda faltam muitos outros tipos de idiotas a serem identificados, porém serão necessários mais alguns anos, já que esses seus quase-trinta ainda não foram capazes.

 

 

  Antes que o Ramon diga que sou feminista demais, você pode ler o texto substituindo as MC’s por HC’s! Sendo que na Idiota tipo 3, ela vai colocar o coitado pra ralar MESMO e por mais que o HC dê força para que a idiota faça algo útil da sua vida ela continuará dizendo que se ele a tirou da casa da mãe, tem a obrigação de lhe dar vida de rainha!

 

 

 Se você é um idiota, está na hora de aprender a ser gente. Se você é uma MC faça-te-o-favor-de-ser-livre-pra-poder-sorrir e vá em busca da verdadeira felicidade.

 Se você conhece alguma MC envie o link do blog. Se conhece um idiota, manda prender!

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Coisas de Mulher

março 7, 2009

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Acordar cedo

cuidar da casa

às vezes dos filhos e marido

correr pro trabalho

ser insultada no trânsito ou viajar em lotação

aturar as olhadas indiscretas

mas, às vezes escutar aquele velho “gostosa” é um santo remédio

 

Discutir relação

sonhar com aquela viagem

escutar um sonoro “como você engordou” e ter que sorrir quando a vontade é esganar a mocréia que disse isso

lembrar do encontro com as amigas no final de semana

vestir pretinho básico e sentir que aquela será “A NOITE”

 

O poder de uma barra de chocolate

A noite de insônia as vésperas de uma super reunião

Os estragos de uma TPM

Encontrar o ex pelo qual ainda é apaixonada e dançar a noite inteira como se não notasse a presença dele

Fazer as amigas sorrirem e até gargalharem por mais que a derrota tenha sido enorme

Dizer NÃO quando se quer dizer SIM e dizer SIM quando queria mesmo gritar um palavrão. Só para não magoar o outro…

Transformar um PROBLEMÃO EM PROBLEMINHA e fazer um PROBLEMINHA SE PARECER COM UM PROBLEMÃO, e o que é melhor: convencer as pessoas de aquilo é realmente um PROBLEMÃO

Ser linda por instantes e estranhíssima em outros

Acordar, olhar pro céu e dar um largo sorriso só porque vai dar praia

 

Ser mulher não é fácil. Mas é bom, é ótimo e mais um pouco!

 

Tanto que tem homem querendo imitar, e aí dá raiva porque a gente pensa: Menos um!

Ouvi esses dias na TV um transexual dizer: “A gente tenta ser. Mas isso não vamos conseguir nunca, porque a mulher é um ser especial. É inatingível e maravilhosa!”

 

Amanhã o dia é nosso! Por tantas conquistas, comemore-o! Faça algo especial e aproveite o talento divino que você tem de ser simplesmente: mulher!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BBB E O MUNDO CORPORATIVO

março 3, 2009

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Que eu gosto de observar o comportamento humano, todo mundo que acompanha o blog já deve ter percebido. Mas essa mania tem piorado. Às vezes me pego traçando perfil das personalidades alheias. Hoje andando a caminho do trabalho, pensava a respeito dos participantes do BBB 9 e não é que é possível identificar  os mesmos tipos no mundo corporativo? Resolvi brincar e fazer de conta que eles trabalham. Confira!

Maíra: Aquela que se acha! Vive enrolando aquele cabelo como se fosse amarrar. Não amarra e deixa cair, enquanto de “rabo de olho” olha pras madeixas soltas no ombro.

O mesmo faz com os homens. Faz que quer, deixa cair e não pega! Assim ela vai conquistando tudo o quer dos babões de plantão. Uma “promoçãozinha” aqui, um almoço ali… Mas, pegar?! Ah, Ela não pega! Vai contra seus princípios!

 

Max: Carismático. Boa aparência. Determinado. Tem afinidade com o Ralf e … o coloca no paredão, porque simplesmente quer ver o quanto o emparedado se equipara a ele. Lembrando: Quem está no paredão tem 50% de chance de sair (isso se não for um paredão triplo).

Ou seja, ele não quer testar as qualidades do sujeito com o público, e sim eliminar o colega que ele considera mais forte. Mas, ali vale R$ 1 milhão! E nas empresas? Promoção!

 

Flávio: O engraçadinho! O cara que sempre deixa a dúvida: Será que ele é?! Preferências sexuais à parte, ele é a isca fácil para os tipos como a Maíra. Além de fazer o que ela quer, briga com os outros pelo que ele acha que ela quer (ele!).

Sem características de líder ele diz que deveria ser mais razão do que coração. Como usa a segunda opção, acaba fazendo cagadas que abalam a participação da equipe e a dele mesmo. O bom, é que ele “aprende” com os erros e numa situação idêntica a que ele tenha quebrado a cara consegue fazer o certo.

 

Priscila: Piriguete assumida! Se quer pegar, pega! Se quer falar, fala! É a única que consegue se manter bem nos dois lados da casa. Assume que gosta dos dois lados e com isso vai se dando bem no jogo. O problema vai ser quando o jogo acabar e os brothers and sisters assistirem às fitas de suas conversas e descobrirem o que era conversado no quarto ao lado. Pena não termos acesso as “fitas” das empresas e acabamos confiando em um tipo que não deveríamos.

 

Naiá: A experiente! Sabe tudo. Dá os conselhos do que não deveria ser feito e de como deveria ser feito. O problema é que ela faz tudo ao contrário e quando o circo está armado ela bem que aplaude o palhaço. No mundo coorporativo ela é o tipo que não se atualiza. Que fica a vida inteira reclamando que a empresa só dá valor a quem estuda, mas que experiência mesmo quem tem é ela. E se você pensa que as reclamações vêm de forma direta está muito enganado(a), pois sempre aparecem numa brincadeira, numa frase do meio de uma gargalhada do tipo “ah, eu sei que vocês estão de implicância comigo”.

 

Ana: A insuportável! Mimada, “reclamona e escondona”! Esconde panos de prato pra ninguém usar… esconde os patinhos dos outros participantes na prova do anjo porque quer ver os seus cachorros! Hã?!  Vai entender o erê! Bem, claro que se entrasse alguém novo na empresa onde a criatura trabalha e precisasse de sua ajuda ela não ensinaria tudo o que sabe e ainda diria: não sei! Apagaria arquivos alheios e depois de descoberta alegaria que só fez aquilo porque ninguém nunca a elogia. Sujeitinha difícil essa. Deus-me-livre-e-guarde!

 

Mirla: A correta e eliminada! Sinceramente, se você é realmente tão correta, tão honesta, tão tudo, as pessoas perceberiam. Então querida (palavra falsa, feito ela), aprenda com Marta Medeiros: “Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz – com todo respeito – é apenas o que você diz. “

De novo não temos as câmeras! E como propaganda é alma do negócio a galera fala que faz e acontece. Se for vitória declaram: Eu fiz! Se for derrota, a equipe errou!

 

Francine: Menina Maluquinha! Professorinha que pouco sabe, aliás, ela dá aula do que? E pra quem? Observa bem, mas não consegue se expressar. Por este motivo nas empresas ela pode fazer bem o arroz com feijão, mas infelizmente fadará a sempre ser vista como aquela que não cresce, que não desenvolve.  E a vida passa. E ela pode virar uma Naná.

 

Josiane: A planta! Vou ficar aqui quietinha, enfeitando o pedaço, não vou me meter no que não devo, não vou pedir desculpas pra não saberem que errei, vou indo, vou indo até que… “Tô na final, manhêeee!”. Prefere ficar na sua e evita conflitos. Em determinados momentos isso é ótimo! Sinal de que ela consegue controlar suas emoções. Ruim, é ser sempre assim, assistindo a vida ao invés de participar e passando a impressão de que ela não controla, simplesmente não as têm.

 

Talvez eles nem sejam assim longe das câmeras. Não sei. Como sempre, só estou observando e comentando. Isso é bom ou ruim? Meu Deus, agora vou me analisar? Terapia é pouco, vou ter que tomar remédio!

 

Psiu! Ei, você que está me acompanhando! Eu não sei quem é você e nem o que você acha sobre o blog. Que tal comentar? Não se preocupe! Prometo não te analisar!! risos

 

Beijos e até a próxima!

 

 

 

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Garota quase trinta

fevereiro 16, 2009

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Acho que a gente sabe que está chegando aos 30, pelo número de buraquinhos que aparecem em nossas coxas. Olhando bem, e não precisa ser de perto, acho que não pode ser por isso, ou eu já seria no mínimo a mulher bicentenária.

Pode ser pelo número de cabelos brancos, mas só nasceu um, e eu é claro dei um jeito. E ele nunca mais foi visto! Então, também não é isso.

Pode ser pelo número de vezes que vamos ao banheiro fazer o número dois. Sempre fui uma patinha! Mas de uns tempos pra cá, fico cheeeeeeia de gazes e demoro mais a ir ao banheiro. Resultado: Minha barriga fica enooorme! Mas, tenho amigas que já reclamaram disso em outra época, então hipótese descartada.

Pode ser pelo valor gasto com cremes rejuvenescedores, anticelulite e para a área dos olhos, xampus antienvelhecimento, batons que prometem redução das linhas, e um namorado mais novo! Não. Acho que não no meu caso. Sempre fui neurótica, morro de medo de envelhecer e desde os vinte já usava os tais produtos supostamente milagrosos. E sempre fui a favor das criancinhas. Não que eu fosse atrás, mas eles vinham a mim, e nunquinha que eu gostaria de ser responsável por causar problemas de rejeição!

Quando não se é mais reconhecida pela foto 3×4 naquela carteira de identidade amassada no check-in do aeroporto? Pode ser. Mas acredito que esta metamorfose, tenha a ver com o advento da chapinha. Se existe a dúvida, não pode ser comprovado. Concordam?!

E pelo estilo? Sou uma mulher multifacetada. E me sentindo bem, tá tudo bem! Mas, confesso que ao ouvir: “está parecendo uma bonequinha!”, meus hormônios entram em ebulição e dentro de mim eles berram: “você tá beeeem! Você tá tãaao beeeeem!”. E saio feliz da vida, balançando meus cachos (novamente assumidos).

Seria mais fácil olhar na certidão de nascimento, mas até isso é complicado. Eu não encaro os quase trinta anos com tanto peso, ainda moro com meus pais, e acho ótimo não ter certas responsabilidades. Mas por que raios quando me perguntam a idade respondem: “Nem parece!” ou aquelas mais sem-graça que soltam: (leia com a voz bem nojenta, daquelas que fazem um “nham” no final) “Nessa idade já estava casada e com meu segundo filho! Ai,ai, ai! Faz tempo que aprendi: Não tem nada de bom pra falar, cale a boquinha! Me esculhamba e ainda me põe em dúvida.

Pode ter a ver com nossos planos pro futuro e os investimentos em títulos de capitalização, poupança e previdência privada, mas aí minha irmã do meio já teria nascido gagá!

Afinal, quase trinta é muito ou pouco?  

 

Esqueça os questionamentos tolos, e vamos contar o tempo através de cheiros, gostos e lembranças. Pela quantidade de shows, peças, livros, músicas e filmes que absorvemos, que nos emocionaram e que ainda hoje, nos remete ao momento vivido e enche nossos olhos de alegria. As gargalhadas que soltamos de nós mesmos, os abraços apertados e saudosos que demos e recebemos, as vezes que caminhamos na areia fofa da praia e batemos palmas pro sol que ia embora, as pessoas que conhecemos e a delícia que é reencontrá-las quando menos esperamos, as lágrimas que rolaram e nos fizeram aprender e a crescer, a certeza de ter escolhido a profissão certa. Melhor medir o tempo pelas vitórias (e derrotas) que alcançamos e as muitas vezes em que a comemoração de um trabalho benfeito se valia com o simples grito (mesmo que solitário e em silêncio): “Eu sou foda!”

 

Então, hoje completo os meus “cada-vez-mais-perto-dos-trinta” tendo a incerteza sobre muitas coisas. Melhor assim.

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O motorista, a senhorinha e o caminhão

fevereiro 2, 2009

Adoro ser surpreendida pelas pessoas. Sabe aquele tipo de atitude que acha que ninguém vai ter? Ou quando ouve palavras certas que nem mesmo você pensou? Pois é, adoro! Pena que não são todos que possuem a mesma percepção. Às vezes a “lição” passa despercebida e a oportunidade de se transformar em um ser humano melhor, passa também. Estava na Kombi indo pra casa, depois de descer do trem, depois de sair do trabalho, depois de ter voltado de férias (aliás ter voltado a trabalhar é o motivo que me faz demorar a aparecer por aqui), chegando numa rua próxima a minha casa, tinha um caminhão enorme parado a pelos menos 1,5 m da calçada, como a rua era estreita e de mão-dupla, estava impedindo a visão do motorista para ultrapassá-lo e quase acontece um acidente. Mas o motorista deu ré, e se certificou de só fazer a ultrapassagem com segurança. Neste instante , liderados por uma senhorinha (que estava indo para a igreja), os passageiros já emitiam sinais de estresse. E o motorista diz: Será que ele não está enguiçado?!
E eu pensando: Toma, cambada! Toma, “eu também”! Que no fundo do meu insignificante ser, já estava criando rugas e criticando o motorista do caminhão.
Fiquei sem saber se a senhorinha estava certa ou se o caminhão estava mesmo enguiçado. Mas, depois desse tapa, quem se importa? Seguimos a viagem, eu era a última passageira e pedi que ele parasse na esquina da rua onde moro, pois a Kombi não entra. E não é que ele perguntou:
Vai entrar nessa rua? Deixa que eu te levo lá, depois é só fazer a volta.
E eu pensando: Esse cara existe?! Não, isso não é uma cantada! Mas dei uma de boazinha, e disse que não precisava.
Aí, lá vem ele com outro tapa: “O que custa?”
E ele me deixou em casa e ainda desejou uma boa noite de descanso, fez a volta na rua e seguiu o seu caminho.
O motorista, nem sabe a lição que me deu. Nem sabe o quanto me fez pensar. Mas, na próxima viagem com ele, faço questão de agradecer.

E se a gente tentar por mais vezes enxergar o outro lado? E se perguntarmos mais porquês ao invés de responder? Acho que podemos começar respondendo com outra pergunta “O que custa?!”

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Tipoh teen

janeiro 23, 2009

Eu já fui adolescente. Tá! Assumo que na minha época, falava feito criança. Mas, jamais cometi assassinatos em massa da língua portuguesa. Não sei a quem culpar: aos governantes, por lançarem a aprovação automática.  Aos professores por não exigirem mais dos alunos. Aos pais/responsáveis por deixarem os cadernos de lado e dedicarem suas poucas horas espiando outra coisa na TV. Ou aos alunos, que não leem, não se interessam, não querem saber, acham tudo um saco, e todo e qualquer comentário crítico que conseguem fazer é que algo foi maneirão ou sinistro!

A pergunta é: como eles se entendem? As palavras passaram a ser escritas com muito mais “H”, “W”, “X” e “AUM”. Faça o teste e veja se você consegue entender as frases* abaixo:

 

“poiss éh! cunhado bunitoh é dor de cabeça pra noixx… ele naum tah namorando0 mass calma amiga.! espera pra td tem sua vezz.!”

 

“poixx éh vitin!! e oss otroosss é quem !?!?”

 

“aew.!! tah boim jessica.!?!”

 

“pohaa GDL naoo dar mas nao manéé!

melhor curtii outros cantos sairr akii agente chega no lugar ii conhece Geral maneèe mo merda!ve se nos marka msm

bjuu”

 

voltando…

 

Mas uma coisa é certa. Eles têm sentimento. E muito! Nunca nesse país uma geração disse tanto “te amo”, “eu s2 você”, “amiga linda” e “rasgações” extras e infinitas do fundo do coração.

 

E, oh povo pra ter a auto-estima lá em cima. Eles são por eles mesmos, os mais lindos, fofos e mara! Mara?! Maravilhosos!

Pra mim, adolescente é um bicho muito estranho. As risadas são feias – as vezes sem som, e de repente fazem um barulhão!  O nariz é dilatado – não me peçam pra explicar isso, só sei do que observo, e é dilatado sim! A voz é desafinada. Os braços compridos demais.  Os dentes tortos demais. Ah! Para, né?! Eles são um horror!

 

Não satisfeitos com as esquisitices dos hormônios do crescimento, eles adoram carregar nos adornos. E de acordo com cada tipo de adorno ou perfurações criam seus bondes, grupos, “tchurma”, tribo ou sei lá como eles chamam hoje, mas o que importa é que saem todos iguais. Às vezes de preto, às vezes, de rosa mas, com a as unhas pintadas de preto, outros preferem o boné torto, agora o cabelo vai no olho, e esses resolvem ajeitar a franja todos na mesma hora e possuem um jeito peculiar no andar.

 

E aí criaram o orkut… e o mundo nunca mais foi o mesmo.

Elas se fotografam pelo espelho, no banheiro, com o canudo do Mc Donald’s na boca, fazendo biquinho e sinal de play (demorei séculos pra saber o significado do sinal e demorarei outros zilhões de anos pra entender a utilidade).

E eles?! Ah! Eles escondem o rosto com o boné, mordem a bainha da camiseta branca e mostram o umbigo sexy. Quando não preferem a versão masculina do “play” que é um “L” feito com as mãos e cara de rapper americano.

 

Difícil criar filho hoje em dia e ter paz. E minha mãe que reclamava de eu ir pra passeata estudantil (mas mãe é tudo igual, ultrapassa gerações, e isso será tema de um outro post).

 

Certas coisas não mudam nunca! As palpitações no coração, a cara vermelha, as mãos geladas, os tropeços -as pernas tremem e aí fica quase impossível se manter em pé – só porque ELE olhou, ou porque ELA correspondeu ao sorriso. E isso meus amigos, não tem cantada virtual que faça mudar. E as novas gerações, tenho certeza: agradecem!

 

* exemplos retirados de scraps do Orkut.